quinta-feira, 31 de março de 2016

JOSÉ DE MORAES VALIO

 



Para sabermos um pouco sobre ele, voltemos nas três primeiras décadas da história da Medicina em Presidente Prudente, quando a Ginecologia e a Obstetrícia, bem como a Medicina Geral e a Cirurgia Geral, pela maioria dos colegas em atividade na época.
Embora de formação generalista, alguns médicos destacavam-se como ginecologistas e pela sua extrema habilidade como parteiros.
Era o caso dos Drs. Domingos Cerávolo, Gabriel Costa, José Foz, Aristóteles de Oliveira Martins, Ennio Botelho Perrone, Odilo Antunes de Siqueira, Jacomino Cerávolo, Moacyr Cestari, Oswaldo Tiezzi, Miyao Kataoka e o Dr. Gabriel Costa Neto, que tem em seus arquivos mais de 5.000 partos registrados.
Com o passar dos anos chegaram Edvar da Costa Galvão, Sisuvo Iamada, Dauto de Almeida Campos, José de Almeida Válio, Suhail Taufik Tuma, Rams Maluly entre outros. E estas especialidades ficaram definidas, juntamente com outras, como a Pediatria, Urologia, Ortopedia, Otorrinolaringologia, usando recursos mais modernos - RX, Ultrassonografia, Laparoscopia, etc.
Com relação à prática de partos cirúrgicos, era comum a cesárea corporal, até que a técnica de cesárea segmentar, mais moderna e fisiológica, usada pela primeira vez em Presidente Prudente pelo Dr. Costa Neto.
Nos dias atuais estas especialidades estão muito bem delineadas, havendo colegas que se dedicam somente à Ginecologia ou à Obstetrícia como atividade principal.
Em janeiro de 1997, a Dra. Aldinéia Martins lança seu livro "Menopausa sem mistérios: As mais recentes descobertas".
No que se refere às doenças malignas, até meados da década de sessenta, as pacientes eram encaminhadas para hospitais especializados de São Paulo. Atualmente pratica-se o tratamento em Presidente Prudente, tendo em vista os recursos que a cidade possui.
O primeiro ambulatório de Prevenção do Câncer Ginecológico, em Presidente Prudente, foi criado em 1967, na Santa Casa.
O provedor na época era Adail Almeida Lima e com os seguintes médicos: Drs. Osvaldo Tiezzi, Suhail Tuma, Edvar da Costa Galvão, Nilda Galvão, Dauto de Almeida Campos, Rams Maluly, Roberto Tiezzi, Ismael Novo Reigota e José Moraes Válio.
O atendimento constava de consulta e exame colposcópico.
Em 1971, com a vinda do Dr. Antônio Plácido Pereira, o primeiro anátomopatologista da cidade, começou a fazer também o exame citológico de Papanicolau. Este ambulatório era destinado somente a mulheres carentes.
O grande problema, na época, era com a questão dos tratamentos rádio e quimioterápicos, pois as pacientes sem condições financeiras teriam que ser enviadas para São Paulo.
Em 1976, chegou o primeiro quimioterapeuta, Dr. Fernando Gomes de Melo e cria o Instituto Rh.
No ano seguinte, chega o Dr. Roberto de Arruda Almeida, radioterapeuta, e por interferência de Antônio Servantes, à frente de um grupo de médicos, consegue a doação de um terreno da Prefeitura Municipal, sendo prefeito o Sr. Paulo Constantino.
No local foi instalado o Instituto de Radioterapia.
A Rede Feminina de Combate ao Câncer de Presidente Prudente começou a trabalhar ativamente na prevenção do câncer ginecológico, indo com ambulatórios ambulantes para a periferia. Montou sua sede e hoje tem um Centro de Repouso, onde recebe pacientes da região para tratamento químio e radioterápico.
Esta Rede criou instituições similares na região: Rancharia, Presidente Epitácio, Adamantina, Osvaldo Cruz, Dracena, Mirante do Paranapanema e Teodoro Sampaio.
Mais tarde, o Estado encampou a prevenção, porém as voluntárias da Rede continuam suas atividades até hoje.
O primeiro trabalho científico sobre o assunto, em Presidente Prudente, foi realizado em 1976, pelos Drs. Edvar da Costa Galvão, Nilda Galvão e Antônio Plácido Pereira, com o título de "Análise estatística e comparativa de 1662 exames preventivos de câncer do colo do útero em clínica particular".
Foi apresentado no Congresso da Sociedade Brasileira de Patologia Cervical Uterina e Colposcópia em 27/06/76, no Rio de Janeiro, e publicado na Revista de Ginecologia Brasileira vol. 9 nº, set/out. de 1977.
Em 1985, Dr. José Renato Sampaio Tosello apresentou Dissertação de Mestrado sob o título "Estudo das ocorrências das lesões displásicas e do carcinoma do colo uterino na 10ª Região Administrativa do Estado de São Paulo", junto ao Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Universidade de São Paulo.
Nos dias atuais, a prevenção e o tratamento do câncer ginecológico e de mama são realizados em toda a população.
O tratamento do câncer de mama ganhou novo impulso com a entrada do Instituto de Radiologia realizando mamografias, ultrassonografias, agulamento e PAAF com auxílio de ultrassonografia.

Fonte: Emubra

MARCELO ROBERTO BRUNO VALIO, O AUTOR



segunda-feira, 28 de março de 2016

RICARDO CUNHA VALIO




Foto de sua página no face.
A Escola que ele frequentou em criança, em Minas Gerais.
Ricardo é o primeiro da direita, de joelhos.

domingo, 27 de março de 2016

SILDES VALIO LIVIERI


 
Com atraso, comunicamos o falecimento de Sildes Valio Livieri, ocorrido no último dia 22 de Março.
Sildes era filho do saudoso casal Sílvio Livieri e Maria de Lourdes Válio Livieri - filha do Major Luiz Valio e Cirila Nogueira Valio.
Que Deus recolha sua alma e traga conforto para a irmã Mirian e a filha.
 

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

MOPIR E ARY VALIO: PELO "ROSÁRIO" QUERIAM SER FAMOSOS E IMORTAIS


Pelo ‘Rosário’ queriam ser famosos e imortais
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016 por Alberto Isaac para o jornal Correio de Itapetininga.
Rosário era o conhecido largo, existente até hoje, onde se ergue a centenária Igreja N.S. do Rosário.

Tudo movia o grupo para o caminho que conduziria à fama e à glória. 
Queria ser estampado nas páginas da famosa “Gazeta Esportiva” para todo o Brasil.
Rosário era o conhecido largo (existente até hoje) onde se ergue a centenária Igreja N. Sa. do Rosário, formado pelas ruas Venâncio Ayres, Monsenhor Soares, General Glicério e Quintino Bocaiuva.
O grupo então composto pelos pré-adolescentes, residentes na área, Mopir e Ary Válio, Ítalo Andrione, Paulo Mendes, Valdir Paca, Nego Dito, Feitiço, Nelo Leitão, Alberto, Arthur Tambelli, Martinho de Moraes, Oswaldo Baiano, Rosa, Waldemar Bicudo e outros, formava o então “esquadrão Rosário”, empenhado em se destacar sobremaneira no futebol itapetiningano.
O nome, inspirado também pela existência do clube denominado “Rosário Central”, celebrado na Argentina, a sempre rival no esporte Bretão do Brasil. 
A grande simpatia pelo nome, daquela voluntariosa juventude que frequentava o largo, vislumbrava um “grande futuro dentro do cenário futebolístico para a agremiação” E, por unanimidade foi escolhida a mesma camisa usada pela equipe portenha.
Como a dificuldade em se locomover a São Paulo, onde seria comprado, na 25 de março, o respectivo uniforme, era muito grande, ele foi adquirido na Loja de Salomão Abi, na Rua Aristides Lobo. 
“Seu Salomão”, em sua paciência, como hábil comerciante, forneceu 13 camisetas e calções, nas cores laranja e preto, o manto oficial do Rosário da Argentina.
Com o santificado nome de “Rosário” estampado nas camisetas, ao lado direito, a equipe que treinava seriamente e sob o comando de Arthur Tambelli – filho de Maurício Tambelli e com armazém de secos e molhados na Rua Lopes de Oliveira – no campinho frente ao hoje supermercado Pão de Mel, foi brilhante em sua trajetória, permanecendo durante seis longos anos em atividade e enfrentando outra agremiações existentes na cidade.
Como grande atração, contava em suas fileiras um excepcional centroavante, de Joinville – Santa Catarina –, que estudava no Ginásio de Itapetininga, que posteriormente atuou pela Associação Atlética local, com grande sucesso. 
Uma das mais consagradoras vitórias da equipe foi contra o XI de Agosto de Tatuí, além de outra inesquecível, a derrota imposta ao quadro de futebol da Rua Silva Jardim, que tinha como mentor do time o célebre Mauro de Oliveira – o Maurinho Caveira – renomado como “imbatível na época”.
Já o Rosário Central da Argentina, clube fora do eixo de Buenos Aires e que se encontra na divisão especial - permanece até hoje sem conseguir o título de Campeão do vizinho país, isto desde a sua formação, em 1899. 
Além de outros craques, passaram pelo Rosário portenho, nomes como Vaca (goleiro), Lostau, Salomão, Sastre, Kainigia, o grande D’Stefano, além do brasileiro Heleno de Freitas, por curta temporada, quando então transferiu-se para o “Milionário de Bogotá”, na Colômbia.
O “Rosário” de Itapetininga nunca conseguiu chegar à altura de seu homônimo e, seus “atletas”, nunca se tornaram ilustres e imortais, mas ficou a saudade daquele tempo agradável, onde todos foram felizes e sabiam muito bem disso.
 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

PRIMEIRA COMUNHÃO


As meninas Maria Regina e Maria de Fátima, filhas do casal Marina Branca ( filha do Major Luiz Valio e Cirila Nogueira) e Nestor França (filho de Bento França e Bernardina).


A FÉ E A FAMÍLIA VÁLIO



Era comum a família confeccionar um altar enorme numa das paredes da sala para receber a visita de Nossa Senhora.
A tia Maria Válio, conhecida por ser meio grossa, nessa época se desestressava para deixar o altar magnífico.
A gente ajudava lhe passando as tachinhas e os alfinetes com os quais ela franzia o tecido com maestria.
Ficava no ar aquele cheiro de pano de seda, das flores naturais que eram colhidas no jardim da vó Cirila e de outros jardins da vizinhança, do incenso que permanecia durante a noite toda dando uma feição mágica ao ambiente.
Enquanto o santo ali pernoitava, não se brigava, não se gritava, só se rezava.
Vinha gente de toda a rua para rezar, mas também para comer biscoitos e bolinhos de polvilho com café feitos pelas mãos maravilhosas da vó Cirila, mais conhecida por Nhá Lila.