terça-feira, 26 de julho de 2016

POEMA DE THERE VÁLIO


There Valio

AVÓS

Sentados na varanda, meus avós cochilavam,
E eu os olhava com carinho, pois muito os amava.
Estavam velhinhos e, às vezes, reclamavam
Do tempo que se foi, e que não mais voltava.
Abraçado a eles, eu os consolava...
Meus avós queridos, o que importa é o agora.
O caminho andado é uma sublime história
E o seu belo exemplo, trago na memória!
Uma vida digna é o que me ensinaram,
E hoje para mim, essa foi a melhor escola.
Se eu tenho amor pra dar é porque recebi
E vocês foram importantes por tudo que vivi.
Seus filhos com carinho por vocês foram criados,
E transmitiram aos seus netos,
Todo esse amor guardado.
E agora bem velhinhos...sejam abençoados
Por tudo aquilo que nos ensinaram,
Vocês avós, são o pivô da história!
 There Válio
 
Therezinha Aparecida Välio Corrêa, nasceu em Pilar do Sul, Estado de São Paulo, aos 26/11/1942. 
Funcionária aposentada do Poder Judiciário onde exerceu a função por dez anos de escrevente técnico judiciário., trabalhou em escolas estaduais por dezessete anos, em vários cargos. 
Formada em Ciências e Matemática, exerceu por pouco tempo essa profissão. 
É uma pessoa que gosta da natureza e de escrever. 
Casada, é mãe de dois filhos que são sua maior riqueza. 
É avó da Débora, sua maior alegria. 
E para completar ainda mais sua felicidade, vieram dois netos gêmeos, Vinícius e Cassiano, no ano de 2012   
Gosta de ouvir musica de vários estilos e de ler romances, poesias, crônicas, jornal, etc. 
Tem coletâneas e antologias publicadas em várias editoras e também no estilo infanto - juvenil.   
Transcrito do Recanto das Letras
 

terça-feira, 12 de julho de 2016

IDERVAM JOSÉ DOS SANTOS










FALECIMENTO: 11/07/2016, ÀS 10:30 HS, EM ITAPETININGA.
78 ANOS, APOSENTADO, ERA CASADO COM MARIA CECÍLIA VÁLIO SANTOS.
FILHO DE LEONOR DOS SANTOS E LYDIA AUGUSTA DE ARAÚJO SANTOS, DEIXOU AS FILHAS LUCIANA E DANIELA.
VELÓRIO: CENTRAL DA EMPRESA FUNERÁRIA CAMARGO, EM ITAPETININGA, SALA 04.
SEPULTAMENTO: 12/07/2016, ÀS 10:00 HS, NO CEMITÉRIO SÃO JOÃO BATISTA, EM ITAPETININGA.

Da filha Daniela Válio Santos, transcrito do facebook:
Meu pai me deixou, perdi o meu chão. Meu herói que eu na minha inocência eu pensava que fosse eterno. Meu exemplo de vida, meu guerreiro. Meu Corinthiano lindo que nasceu em Assis mas toda sua infãncia e adolescência morou em Rancharia e lá tinha o apelido de Capa Onça e quando veio para Itapetininga ganhou o apelido de Bicho. A dor é inexplicável, a saudade é indescritível. Mas nesse momento jamais poderia deixar de agradecer o inúmero esforço que a equipe do Samu Itapetininga fez para trazê-lo de volta para nós, vocês são verdadeiros anjos de resgate. Pena que a vontade de Deus em buscar o seu filho foi maior, Deus teu filho Idervam está em suas mãos, recebe-o. Pai cuida de nós, olha por nós. Te amo por toda a minha vida e me perdoe por qualquer coisa que eu tenha feito e não tenha lhe agradado. Quero também imensamente agradecer a todo apoio dos vizinhos que são como uma família para nós, aos amigos, aos colegas de trabalho da Datamétrica e Sabesp, aos rapazes da Oficina do seu Adão, ao 2º DP, aos despachantes da época da Ciretran, aos funcionários da Adolfo Lutz, a minha família amada que veio de Presidente Prudente, Rancharia, Assis, São Paulo e Tatuí, a todos que telefonaram e aos que enviaram mensagens nos confortando neste momento tão difícil. Obrigada de coração. Não é fácil, é um vazio tão profundo, tão profundo...
 

quinta-feira, 31 de março de 2016

JOSÉ DE MORAES VALIO

 



Para sabermos um pouco sobre ele, voltemos nas três primeiras décadas da história da Medicina em Presidente Prudente, quando a Ginecologia e a Obstetrícia, bem como a Medicina Geral e a Cirurgia Geral, pela maioria dos colegas em atividade na época.
Embora de formação generalista, alguns médicos destacavam-se como ginecologistas e pela sua extrema habilidade como parteiros.
Era o caso dos Drs. Domingos Cerávolo, Gabriel Costa, José Foz, Aristóteles de Oliveira Martins, Ennio Botelho Perrone, Odilo Antunes de Siqueira, Jacomino Cerávolo, Moacyr Cestari, Oswaldo Tiezzi, Miyao Kataoka e o Dr. Gabriel Costa Neto, que tem em seus arquivos mais de 5.000 partos registrados.
Com o passar dos anos chegaram Edvar da Costa Galvão, Sisuvo Iamada, Dauto de Almeida Campos, José de Almeida Válio, Suhail Taufik Tuma, Rams Maluly entre outros. E estas especialidades ficaram definidas, juntamente com outras, como a Pediatria, Urologia, Ortopedia, Otorrinolaringologia, usando recursos mais modernos - RX, Ultrassonografia, Laparoscopia, etc.
Com relação à prática de partos cirúrgicos, era comum a cesárea corporal, até que a técnica de cesárea segmentar, mais moderna e fisiológica, usada pela primeira vez em Presidente Prudente pelo Dr. Costa Neto.
Nos dias atuais estas especialidades estão muito bem delineadas, havendo colegas que se dedicam somente à Ginecologia ou à Obstetrícia como atividade principal.
Em janeiro de 1997, a Dra. Aldinéia Martins lança seu livro "Menopausa sem mistérios: As mais recentes descobertas".
No que se refere às doenças malignas, até meados da década de sessenta, as pacientes eram encaminhadas para hospitais especializados de São Paulo. Atualmente pratica-se o tratamento em Presidente Prudente, tendo em vista os recursos que a cidade possui.
O primeiro ambulatório de Prevenção do Câncer Ginecológico, em Presidente Prudente, foi criado em 1967, na Santa Casa.
O provedor na época era Adail Almeida Lima e com os seguintes médicos: Drs. Osvaldo Tiezzi, Suhail Tuma, Edvar da Costa Galvão, Nilda Galvão, Dauto de Almeida Campos, Rams Maluly, Roberto Tiezzi, Ismael Novo Reigota e José Moraes Válio.
O atendimento constava de consulta e exame colposcópico.
Em 1971, com a vinda do Dr. Antônio Plácido Pereira, o primeiro anátomopatologista da cidade, começou a fazer também o exame citológico de Papanicolau. Este ambulatório era destinado somente a mulheres carentes.
O grande problema, na época, era com a questão dos tratamentos rádio e quimioterápicos, pois as pacientes sem condições financeiras teriam que ser enviadas para São Paulo.
Em 1976, chegou o primeiro quimioterapeuta, Dr. Fernando Gomes de Melo e cria o Instituto Rh.
No ano seguinte, chega o Dr. Roberto de Arruda Almeida, radioterapeuta, e por interferência de Antônio Servantes, à frente de um grupo de médicos, consegue a doação de um terreno da Prefeitura Municipal, sendo prefeito o Sr. Paulo Constantino.
No local foi instalado o Instituto de Radioterapia.
A Rede Feminina de Combate ao Câncer de Presidente Prudente começou a trabalhar ativamente na prevenção do câncer ginecológico, indo com ambulatórios ambulantes para a periferia. Montou sua sede e hoje tem um Centro de Repouso, onde recebe pacientes da região para tratamento químio e radioterápico.
Esta Rede criou instituições similares na região: Rancharia, Presidente Epitácio, Adamantina, Osvaldo Cruz, Dracena, Mirante do Paranapanema e Teodoro Sampaio.
Mais tarde, o Estado encampou a prevenção, porém as voluntárias da Rede continuam suas atividades até hoje.
O primeiro trabalho científico sobre o assunto, em Presidente Prudente, foi realizado em 1976, pelos Drs. Edvar da Costa Galvão, Nilda Galvão e Antônio Plácido Pereira, com o título de "Análise estatística e comparativa de 1662 exames preventivos de câncer do colo do útero em clínica particular".
Foi apresentado no Congresso da Sociedade Brasileira de Patologia Cervical Uterina e Colposcópia em 27/06/76, no Rio de Janeiro, e publicado na Revista de Ginecologia Brasileira vol. 9 nº, set/out. de 1977.
Em 1985, Dr. José Renato Sampaio Tosello apresentou Dissertação de Mestrado sob o título "Estudo das ocorrências das lesões displásicas e do carcinoma do colo uterino na 10ª Região Administrativa do Estado de São Paulo", junto ao Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Universidade de São Paulo.
Nos dias atuais, a prevenção e o tratamento do câncer ginecológico e de mama são realizados em toda a população.
O tratamento do câncer de mama ganhou novo impulso com a entrada do Instituto de Radiologia realizando mamografias, ultrassonografias, agulamento e PAAF com auxílio de ultrassonografia.

Fonte: Emubra

MARCELO ROBERTO BRUNO VALIO, O AUTOR



segunda-feira, 28 de março de 2016

RICARDO CUNHA VALIO




Foto de sua página no face.
A Escola que ele frequentou em criança, em Minas Gerais.
Ricardo é o primeiro da direita, de joelhos.

domingo, 27 de março de 2016

SILDES VALIO LIVIERI


 
Com atraso, comunicamos o falecimento de Sildes Valio Livieri, ocorrido no último dia 22 de Março.
Sildes era filho do saudoso casal Sílvio Livieri e Maria de Lourdes Válio Livieri - filha do Major Luiz Valio e Cirila Nogueira Valio.
Que Deus recolha sua alma e traga conforto para a irmã Mirian e a filha.
 

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

MOPIR E ARY VALIO: PELO "ROSÁRIO" QUERIAM SER FAMOSOS E IMORTAIS


Pelo ‘Rosário’ queriam ser famosos e imortais
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016 por Alberto Isaac para o jornal Correio de Itapetininga.
Rosário era o conhecido largo, existente até hoje, onde se ergue a centenária Igreja N.S. do Rosário.

Tudo movia o grupo para o caminho que conduziria à fama e à glória. 
Queria ser estampado nas páginas da famosa “Gazeta Esportiva” para todo o Brasil.
Rosário era o conhecido largo (existente até hoje) onde se ergue a centenária Igreja N. Sa. do Rosário, formado pelas ruas Venâncio Ayres, Monsenhor Soares, General Glicério e Quintino Bocaiuva.
O grupo então composto pelos pré-adolescentes, residentes na área, Mopir e Ary Válio, Ítalo Andrione, Paulo Mendes, Valdir Paca, Nego Dito, Feitiço, Nelo Leitão, Alberto, Arthur Tambelli, Martinho de Moraes, Oswaldo Baiano, Rosa, Waldemar Bicudo e outros, formava o então “esquadrão Rosário”, empenhado em se destacar sobremaneira no futebol itapetiningano.
O nome, inspirado também pela existência do clube denominado “Rosário Central”, celebrado na Argentina, a sempre rival no esporte Bretão do Brasil. 
A grande simpatia pelo nome, daquela voluntariosa juventude que frequentava o largo, vislumbrava um “grande futuro dentro do cenário futebolístico para a agremiação” E, por unanimidade foi escolhida a mesma camisa usada pela equipe portenha.
Como a dificuldade em se locomover a São Paulo, onde seria comprado, na 25 de março, o respectivo uniforme, era muito grande, ele foi adquirido na Loja de Salomão Abi, na Rua Aristides Lobo. 
“Seu Salomão”, em sua paciência, como hábil comerciante, forneceu 13 camisetas e calções, nas cores laranja e preto, o manto oficial do Rosário da Argentina.
Com o santificado nome de “Rosário” estampado nas camisetas, ao lado direito, a equipe que treinava seriamente e sob o comando de Arthur Tambelli – filho de Maurício Tambelli e com armazém de secos e molhados na Rua Lopes de Oliveira – no campinho frente ao hoje supermercado Pão de Mel, foi brilhante em sua trajetória, permanecendo durante seis longos anos em atividade e enfrentando outra agremiações existentes na cidade.
Como grande atração, contava em suas fileiras um excepcional centroavante, de Joinville – Santa Catarina –, que estudava no Ginásio de Itapetininga, que posteriormente atuou pela Associação Atlética local, com grande sucesso. 
Uma das mais consagradoras vitórias da equipe foi contra o XI de Agosto de Tatuí, além de outra inesquecível, a derrota imposta ao quadro de futebol da Rua Silva Jardim, que tinha como mentor do time o célebre Mauro de Oliveira – o Maurinho Caveira – renomado como “imbatível na época”.
Já o Rosário Central da Argentina, clube fora do eixo de Buenos Aires e que se encontra na divisão especial - permanece até hoje sem conseguir o título de Campeão do vizinho país, isto desde a sua formação, em 1899. 
Além de outros craques, passaram pelo Rosário portenho, nomes como Vaca (goleiro), Lostau, Salomão, Sastre, Kainigia, o grande D’Stefano, além do brasileiro Heleno de Freitas, por curta temporada, quando então transferiu-se para o “Milionário de Bogotá”, na Colômbia.
O “Rosário” de Itapetininga nunca conseguiu chegar à altura de seu homônimo e, seus “atletas”, nunca se tornaram ilustres e imortais, mas ficou a saudade daquele tempo agradável, onde todos foram felizes e sabiam muito bem disso.